São José dos Campos

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jul 11, 2022

Educação internacional vai além do segundo idioma

AUTOR

huia

ASSUNTO

Educação

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Embora a necessidade de saber uma segunda língua esteja estabelecida em um mundo interconectado, é necessário entender, também, outras culturas e novas formas de aprender e pensar.

O Brasil é um dos maiores mercados de educação privada do mundo. De acordo com dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o Brasil tem quase 40 mil escolas particulares de educação básica, o que representa 22% das 182 mil unidades educacionais existentes no país.

Outro ponto interessante é a procura por escolas capazes de ensinar para crianças e adolescentes uma segunda língua e cultura e, por isso, a busca por instituições bilíngues ou internacionais é uma grande tendência. Isso acontece porque, em um mundo globalizado, saber se comunicar em outra língua é uma exigência cada vez mais evidente. A Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi) calcula que no máximo 3% das escolas privadas do Brasil ensinem, de fato, um segundo idioma.

O contexto educacional bilíngue favorece a ampliação do repertório do aluno e, com intencionalidade pedagógica, as línguas se fortalecem na medida em que também se fortalecem os novos conceitos. Pensar e interagir em duas ou mais línguas faz com que o aluno estabeleça constantes transferências e conexões, ampliando suas possibilidades de significação.

As escolas internacionais, por sua vez, são inovadoras na educação, pois vão além e seguem um currículo estrangeiro ou possuem certificação internacional, como o IB (International Baccalaureate). Ajudam a abrir a mente dos estudantes sobre as possibilidades futuras, aprendendo e evoluindo como seres humanos. Elas incluem em suas grades a vivência de uma cultura diferente, além da língua. No mundo, essa modalidade soma mais de 5 mil escolas, mas, no Brasil, existem apenas 46.
Alt text Um processo de aprendizagem que estimula as crianças a entenderem os conceitos de comunidade e cultura e leva ao desenvolvimento de uma atitude positiva em relação a sua realidade. A educação internacional assume esse desafio ao valorizar a cidadania global como um de seus principais pilares, além de estimular a curiosidade e a criatividade. Isso traz, também, a capacidade de construir relações interculturais saudáveis para que todos se sintam, no futuro, conectados, prezando pelo respeito às diferenças.

A aprendizagem em ação faz parte do currículo desde os anos iniciais. É o que permite que professores e alunos sejam criativos e agentes de mudança em suas casas, no ambiente escolar ou na comunidade, colocando seus novos conhecimentos e habilidades em ação e a serviço do bem comum.

Neste sentido, surge a necessidade de elaborar um currículo que permita momentos de criatividade unidos com tecnologia, para o desenvolvimento de habilidades que vão se aprofundando com o passar dos anos escolares.

Um exemplo prático é o currículo de Design, desenvolvido na Sphere International School. Uma das perspectivas do currículo de Design é convergir elementos que permitam aos estudantes momentos em que possam criar, montar, desmontar, empreender, errar, corrigir, discutir, mudar, entre outras ações que são pouco exploradas em outras disciplinas.

Construindo uma mentalidade que vai além das fronteiras nacionais e promove o ensino globalizado, as escolas internacionais são uma opção para estudantes que buscam esse tipo de formação e querem também transitar em diferentes espaços e aprender novas culturas.
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Somente com vivências mais ampliadas, voltadas não apenas ao que foi construído no passado, mas àquilo que pode ser transformado, com responsabilidade, no presente e no futuro é que podemos inovar e criar soluções mais sustentáveis, no sentido mais amplo da palavra.

Outra característica de uma formação internacional é pensar no aluno como protagonista do seu aprendizado, entendendo seus interesses e aspirações, por exemplo, na Sphere se o estudante deseja se enveredar pela trilha de exatas ele pode escolher as eletivas de gamificação. Lá terá momentos de desenvolvimento de personagens, criação de storyboard, discussão de experiências de usuário entre outras habilidades que ficam suprimidas dentro do currículo escolar padrão.

Por outro lado, se o aluno possui uma veia empreendedora ou social, ele pode optar por uma trilha que permita desenvolver esta área com eletivas de empreendedorismo. Entender um pouco mais sobre o modelo Canvas, sobre metodologias Scrum, e Sprints.

As eletivas podem engajar mais os alunos ao proporcionar um ambiente que permite escolhas. As metodologias ativas não estão vinculadas à um currículo, mas sim a um propósito final.

Ademais, desenvolve a responsabilidade uma vez que será um momento que ele poderá aprofundar as suas aspirações. Ir ao encontro de habilidades diferentes das disciplinares e aproximar-se do próximo estágio educacional, o ensino superior.

Nos últimos tempos nos deparamos com diversas reportagens que abordam como o mercado de trabalho evoluiu e passou não apenas a olhar os conhecimentos técnicos dos candidatos, as chamadas hard skills, mas estão ainda mais inclinados a contratar pelas soft skills, que são habilidade e competências comportamentais, que envolvem o pensamento criativo, a criticidade, inovação, cooperação, resolução de problemas, comunicação, entre tantas outras.

A educação internacional, como foi mostrado em exemplos durante esse artigo, promove espaços para que o aluno se desenvolva de forma completa. Embora a palavra “internacional” seja comumente associada a morar em outro país ou falar outro idioma, esse estilo de ensino é para a vida, independente do local de atuação, esse aluno estará aberto ao novo, às mudanças constantes de um mundo globalizado.

O ensino internacional conecta conceitos com a realidade dos alunos, trazendo contextos locais e globais, o que o torna mais personalizado. A escola internacional, portanto, pretende desenvolver cidadãos críticos, hábeis em diferentes linguagens e tecnologias, equilibrados e conhecedores, que buscam soluções colaborativas, criativas e inovadoras, de modo responsável e direcionadas à sociedade do futuro.